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Hidrelétricas ameaçam povos indígenas em Rondônia (Fonte: Informe do CIMI)

A instalação de hidrelétricas no Rio Branco, situado no estado de Rondônia, ameaça sete povos indígenas que habitam a Terra Indígena Rio Branco. O coordenador do Conselho Indigenista Missionário no Estado, Volmir Bavaresco, solicitou que o Ministério Público promova a formação de uma comissão interinstitucional para avaliar os riscos dos projetos para as comunidades indígenas.

Das sete hidrelétricas previstas, três estão em funcionamento, duas estão em construção e mais duas estão planejadas. As obras são edificadas por grupos empresariais particulares. A primeira a entrar em funcionamento está sendo construída pelo grupo Eletron e as demais pelo Cassol, controlados por fazendeiros e políticos da região. Existem informações de que o grupo Cassol estaria iniciando a construção de um canal que desviará cinco igarapés de seu curso natural. “Tais projetos, se forem colocados em prática, resultarão com certeza em um desastre ecológico de monta incalculável para o ecossistema e consequentemente para as populações que dele dependem”, alerta o coordenador do Cimi.

O funcionamento de todas as barragens, que deverá ocorrer em curto espaço de tempo, afetará irreversivelmente a navegação no rio, única via de acesso para as 17 aldeias da terra indígena. A sobrevivência física das populações ribeirinhas está ameaçada. As mudanças no rio poderão provocar escassez da pesca, atingido diretamente a alimentação dessas comunidades. Os povos indígenas poderão ser afetados também em seus aspectos culturais já que o rio é elemento fundamental para a manutenção de seus rituais e mitologias.


Des usines hydro-électriques menacent des peuples indigènes du Rondônia (Source :informations du CIMI)

L’installation de barrages hydro-électriques sur le Rio Branco, fleuve de l’État amazonien du Rondônia, menace sept peuples indigènes qui habitent la Terre Indigène Rio Branco. Le coordinateur du Conseil Indigène Missionaire (CIMI) de l’État, Volmir Bavaresco, a demandé que le Ministère Public forme une commission inter-institutionnelle pour évaluer les risques liés aux projets pour les communautés indigènes.

Des sept barrages prévus, trois sont en fonctionnement, deux sont en construction et encore deux autres restent à réaliser. Les ouvrages sont réalisés par des groupes d’entrepreneurs privés. Le premier a enter en activité a été construit par le groupe Eletron et les autres par le groupe Cassal, contrôlés par les gros propriétaires terriens et certains politiciens de la région. Il y a des informations qui prouvent que le groupe Cassol est en train de débuter la construction d’un canal qui déviera cinq igarapés (bras de fleuves entre deux îles ou entre une île et la berge) de leur cours naturel. “De tels projets, s’ils sont réalisés, resultera avec certitude un désastre écologique d’un prix incalculable pour l’écosystème et pour les populations qui en dépendent”, avertit le coordinateur du CIMI.

Le fonctionnement de tous les barrages, qui doit se faire sous peu, affectera de manière irréversible la navigation sur le fleuve, unique voie d’accès pour les dix-sept villages de la terre indigène. La survie physique des populations riveraines est menacée. Les changements sur le fleuve provoqueront une pénurie de poissons, portant directement atteinte à l’alimentation de ces communautés. Les peuples indigènes seront aussi atteints dans leur culture car le cours d’eau est un élément fondamental pour la perpétuation de leurs rituels et de leurs mythes.

Eric Revolle
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